sábado, 1 de outubro de 2016

O Pequeno Caminho [Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, Caminho Simples, Totalmente Pequeno, Amor Atrai Amor, o que conta é somente o amor],




 
Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

O PEQUENO CAMINHO
Santa Teresinha do Menino Jesus queria ser uma grande santa, mas, ao mesmo tempo em que era impelida por tão audacioso desejo, sentia-se como que esmagada pela própria pequenez, sentia-se débil e incapaz de seguir o caminho dos santos que tinha como modelo, especialmente sua madrinha espiritual Santa Tereza de Ávila (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teresa_de_%C3%81vila.)


Bastava uma rápida leitura sobre os grandes santos, os profetas, os mártires, para saber que a santidade exigia algo grandioso, que somente poderia ser realizado por almas de equivalente dimensão e grandeza. Segundo a lógica, grandes almas poderiam se tornar grandes santos. Isso obviamente também deixava transparecer que almas pequenas não poderiam chegar à santidade, limitando-se a realizar tarefas simples e inexpressivas aos olhos do mundo.

SantaTeresinha ainda criança

Mas a então adolescente Teresa queria – e muito! – ser santa, uma santa que viesse em socorro de uma multidão de pessoas esquecidas de qualquer auxílio.

Segundo consta, ainda na adolescência, antes mesmo dos 15 anos, Teresa já obteve a graça da conversão do criminoso Pranzini – condenado à forca por pelo menos três homicídios -. Mas também não se pode deixar de mencionar que Teresa foi uma menina mimada ao extremo, que suscitou muitas preocupações à família.

Santa Teresinha aos 15 anos

Teresa também foi favorecida por muitas graças, especialmente em relação à Santíssima Virgem Maria, cujo sorriso viu certa vez em circunstância por demais maravilhosa.

Mas apesar do imenso amor que tinha por Deus, sentia-se fraca e débil, incapaz de trilhar o caminho dos grandes santos, especialmente de sua heroína Joana D’Arc.

Teresa representando sua heroína Joana D'Arc em peça teatral.

Depois de grande luta, muitas lágrimas, sofrimentos, conseguiu finalmente entrar para o Carmelo.

Reclusa, Teresa buscava uma forma de alcançar a santidade por um caminho diferente, acessível a todos, o “Pequeno Caminho”.

Santa Teresinha no Carmelo

Em certa oportunidade, Teresa fez a maior descoberta de sua vida.

Em meio a muitas lutas e sofrimentos, Teresa esforçava-se para proporcionar alegrias a Deus, e assim prosseguir no caminho para a santidade. Mas quando comparava a própria vida à dos santos (citou Paulo, Francisco, Agostinho, Teresa de Ávila, João da Cruz, Joana D’Arc), sabia que não poderia trilhar os caminhos de tão extraordinárias pessoas, pois isso significava mortificações severas, ir para o deserto, viver como eremita, escrever livros científicos, martírio etc. Teresa, ao comparar-se com os santos, percebia que havia entre si e eles uma distância comparável a uma montanha – “cujo cume se erguia até as nuvens” - e um grão de areia – “que não era levado em consideração pelos homens”. Resumindo, Teresa sabia que não tinha talento para realizar grandes obras.



Ciente da própria incapacidade, Teresa buscava um caminho que pudesse “ser trilhado por todos”, um caminho “relativamente curto, totalmente simples, novo e pequeno, para chegar ao amor perfeito. (...) um caminho para todos.”

Lembrando-se dos elevadores que viu em Roma, uma das tantas tecnologias criadas no final do século XIX, Teresa buscava uma forma de elevar-se, ou seja, de “chegar ao topo da santidade.”



Teresa literalmente mergulhou na Sagrada Escritura, acabando por encontrar, no Livro dos Provérbios, a seguinte passagem:


“Os ingênuos venham até aqui!” [se alguém é totalmente pequeno, então venha até mim](Livro dos Provérbios 9,4).

Teresa entendeu perfeitamente. Este totalmente pequeno” era ela mesma, e perguntou-se:

“O que faz Deus com o totalmente pequeno?” 

A resposta encontrou em Isaias:

“Como uma mãe ama o seu filho, assim quero vos consolar, vos carregar no meu peito e embalar nos meus joelhos.”


Teresa finalmente achou o seu “elevador”, ou seja, os braços de Jesus que a iriam levar ao topo da santidade. Ela concluiu, então, que:

“Só precisava correr ao encontro de Jesus com AMOR e CONFIANÇA, como uma criança, que corre para casa ao encontro do pai, quando ele volta do trabalho.”

Diante da descoberta, Teresa exultou:

“Meu Deus, como é grande teu amor e tua misericórdia, tu ultrapassaste minhas expectativas, e quero cantar as tuas compaixões eternamente.”

Lembrando São João da Cruz, Teresa concluiu:

“... ‘O AMOR SÓ É RECOMPENSADO POR AMOR’,... não por esforço. AMOR ATRAI AMOR!”
Teresa então resolveu chamar este caminho de “PEQUENO CAMINHO” ou também “CAMINHO SIMPLES”, não por ser inferior ou insignificante, mas porque ele não exigia nenhuma sabedoria ou talento espacial, a não ser AMAR A DEUS E A TODOS OS SERES HUMANOS. Era um caminho acessível aos SAUDÁVEIS e aos DOENTES, às CRIANÇAS e aos ADULTOS, aos CONTENTES, FELIZES ou mesmo aos TRISTES, e também àqueles que são OPRIMIDOS POR MIL PREOCUPAÇÕES E NÃO PODEM CORRER AO ENCONTRO DE DEUS EM PASSOS GIGANTESCOS. Teresa, porém, advertiu que o PEQUENO CAMINHO não pode ser considerado um desvio esperto para pessoas que querem poupar sacrifícios e chegar ao Céu de maneira cômoda.

Somente uma coisa se faz absolutamente necessária:

“UM AMOR GRANDE, FORTE e FIEL, com o qual se cumpra os deveres cotidianos, (...) tanto faz aonde a gente for colocado: se na escola ou no lugar do trabalho, se no fogão ou num estábulo, se a gente serve a doentes ou nós estamos doentes [em cima de uma cama] (...) Deus não olha a grandeza do nosso ato, mas somente para o amor, com o qual realizamos. Por isso escolhi como lema da minha vida: O QUE CONTA É SOMENTE O AMOR!”


Abaixo você pode assistir ao filme sobre Santa Teresinha.


·         * Transcrições baseadas no livro: Santa Terezinha, Aventura do Amor, de Monika-Maria Stöcker. Musa Editora. 


Para saber mais sobre Santa Teresinha do Menino Jesus:


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